O erro mais comum na perícia do INSS que pode custar seu benefício
Quem nunca ouviu falar de alguém que tinha todos os documentos médicos, laudo atualizado, exame recente, mas mesmo assim teve o auxílio-doença negado depois da perícia do INSS? Pois é, isso acontece muito mais do que as pessoas imaginam. E na maioria das vezes o problema não está no diagnóstico, e sim na forma como o segurado se comportou lá na sala do perito.
A perícia médica do INSS é a etapa que define se o benefício sai ou não. Só que tem um erro muito comum que acaba fazendo o segurado perder tudo: falar apenas que sente dor, sem mostrar na prática como essa dor atrapalha a vida e o trabalho.
O que o perito realmente avalia na consulta
O médico perito não está ali para confirmar o que já está escrito nos laudos. Isso é um erro que muita gente comete. O papel dele é avaliar a incapacidade funcional, ou seja, entender até que ponto a sua condição de saúde realmente impede você de trabalhar.
Existe uma diferença enorme entre chegar e falar “doutor, eu sinto uma dor forte” e dizer “doutor, eu não consigo ficar mais de 30 minutos em pé sem precisar me sentar“. A primeira frase é vaga e qualquer um pode falar. A segunda mostra um impacto real, concreto, que o perito consegue avaliar e registrar no parecer dele.
Outra coisa: ter um CID grave no laudo não é garantia de nada. O perito quer saber como aquela doença se manifesta no seu dia a dia. Se você não consegue carregar peso, se precisa se levantar várias vezes, se o remédio dá sono e atrapalha a concentração, se acorda de madrugada por causa da dor. É isso que realmente importa.
Como se preparar antes de entrar na sala do perito
A preparação começa bem antes do dia marcado. O primeiro passo é reunir toda a documentação médica: laudos atualizados, exames recentes, receitas de medicamentos de uso contínuo, atestados e relatórios dos médicos que acompanham o tratamento. Quanto mais completo, melhor.
Os segurados que conseguem o benefício são justamente os que sabem ser objetivos e específicos na hora de falar. Quem responde só “sim” ou “não” ou fica repetindo frases prontas geralmente sai de lá com o pedido indeferido. O perito precisa de informações concretas para fundamentar a decisão dele.
Durante a consulta, responda o que foi perguntado, mas não se limite a monossílabos. Se o perito perguntar sobre a dor, explique como ela se comporta durante o dia, o que piora, o que melhora, se atrapalha o sono, se impede de fazer atividades simples como cozinhar ou varrer. Agora, sem exageros. O perito é treinado para identificar inconsistências, e se você falar uma coisa que não bate com os exames ou com o exame físico, a sua credibilidade vai embora.
O que você precisa saber sobre a incapacidade funcional
Uma informação importante: o auxílio-doença não exige que você esteja incapaz para todo e qualquer tipo de trabalho. Basta comprovar que não consegue exercer a sua atividade habitual ou o seu último vínculo. Então não se sinta na obrigação de provar que não pode fazer nada. O foco é mostrar que não consegue fazer o seu trabalho específico.
O perito segue critérios técnicos objetivos. O Manual Técnico de Perícia Médica Previdenciária estabelece que “a avaliação deve considerar a natureza e a gravidade da doença, o tratamento em andamento, as limitações funcionais e a possibilidade de reabilitação profissional“. Saber disso ajuda o segurado a direcionar melhor o relato durante a consulta.
E se o benefício for negado?
Se o benefício for negado, não desista. Muitas vezes a negativa acontece por uma comunicação ruim durante a perícia ou por falta de documentos adequados. Um advogado previdenciário pode orientar você desde o início, ajudar a organizar os exames e laudos, preparar para a perícia e, se for preciso, entrar com recurso administrativo ou ação judicial.
Na via judicial, o juiz nomeia um perito de confiança dele para reavaliar o caso de forma independente. E é aí que a documentação bem organizada desde o começo faz toda a diferença.
Aqui no escritório, recebemos muitos clientes que tiveram o benefício negado na perícia do INSS e conseguiram reverter depois com a documentação certa e uma perícia judicial bem conduzida. Cada caso é único, mas uma coisa é certa: a preparação faz toda a diferença.
Se você vai passar por uma perícia médica previdenciária, lembre-se: seja específico, detalhado e mostre ao perito como a sua rotina foi afetada. Isso pode definir o futuro do seu benefício.
Agende uma consulta para avaliar o seu caso.
Atendimento presencial em Palmas-TO e online por videochamada para todo o Brasil.
Ligue ou mande mensagem no WhatsApp (63) 98461-0946.